10.8.18

Nutrição pode ajudar no tratamento do Transtorno Bipolar


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A maioria dos pacientes com Transtorno Bipolar são tratados com medicamentos que na maioria das vezes provocam efeitos colaterais, como o lítio, que pode causar perda de memória, tremores e ganho de peso. Estudos mostram que pacientes com alterações neurológicas costumam ter algumas deficiências nutricionais como ômega-3, vitaminas do complexo B, minerais e aminoácidos precursores de neurotransmissores. O baixo consumo de peixes está diretamente relacionado à maior incidência de desordens mentais. Para esses pacientes, a dose ideal de ômega-3 é bem mais alta, em torno de 9,6g/dia.

Os pacientes com essa desordem produzem mais vanádio o que contribui para os episódios de mania, depressão e melancolia. A vitamina C age como protetora dos malefícios causados pelo vanádio em excesso. Estudos demonstram que em torno de 80% dos pacientes há uma deficiência de alguma vitamina do complexo B associada a uma anemia, facilmente sanada com alimentos ricos nessas vitaminas como frutas, verduras, legumes e carnes magras. Já o ômega-3 é necessário, pois o cérebro precisa dele na transmissão de sinais adequados para o pensamento, humor e emoções.

Atividade Física

Pesquisas demonstram que o exercício físico aumenta os níveis de neuroprotetores, melhorando a performance cognitiva dos pacientes com Transtorno Bipolar. A angiôgenese induzida pelo exercício está associada com os níveis mais altos de VEGF (fator de crescimento vascular endotelial). Além disso o exercício aumenta os níveis de serotonina, dopamina, acetilcolina e norepinefrina essenciais para o bem-estar. A atividade cerebral está positivamente relacionada ao aumento do fluxo sanguíneo cerebral.

Normalmente os pacientes com transtornos mentais têm a auto-estima baixa e por isso precisam de incentivos para continuarem o tratamento e praticarem exercícios. É ideal o acompanhamento de um médico e educador físico nos treinamentos desses pacientes para atingir um resultado melhor. Os estudos demonstraram um efeito positivo da yoga e de artes marciais na melhora dos quadros de depressão e ansiedade. Outros exercícios também exercem inúmero benefícios e devem ser estimulados.

Estresse

O estresse ativa a enzima IDO, que aumenta a degradação de serotonina e triptofano, essenciais para o bom humor e a saúde mental. Além disso há uma inibição na reabsorção do glutamato, que em excesso é neurotóxico. Outro fator de risco são os altos níveis de leptina, que está diretamente relacionada à doenças neurodegenerativas. Disfunções mitocondriais também estão relacionadas com o aparecimento de desordens mentais.

Mudanças no estilo de vida e hábitos alimentares são primordiais na prevenção e tratamento dos pacientes. Alguns estudos sugerem que pessoas depressivas ou estressadas são motivadas a escolherem alimentos menos saudáveis. A dieta ocidental é rica em alimentos açucarados, gordurosos, pobres em fibras, vitaminas e minerais, ácido graxos essenciais, etc. Um consumo aumentado de frutas, verduras e legumes está ligado à uma queda dos radicais livres e do estresse oxidativo, já que esses alimentos são ricos em antioxidantes. O ômega-3, linhaça e chia são antiinflamatórios e ajudam na melhora da inflamação, diminuindo as citocinas inflamatórias.


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