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Falta de lítio: problema para pacientes bipolares na quarentena






O transtorno bipolar é um distúrbio psiquiátrico que leva o paciente a alternar períodos de depressão acentuada com outros de euforia extrema. Os especialistas chamam essas fases de hipomania e mania. Está entre os processos depressivos mais preocupantes. Entre 30% e 50% dos brasileiros com o problema tentam o suicídio ao menos uma vez na vida - e 20% deles atingem o objetivo.

Diante das preocupações e procedimentos surgidos com a pandemia de coronavírus, agravados pelo aumento geral de ansiedade em função do isolamento doméstico da quarentena, os brasileiros que necessitam de lítio estão encontrando sérias dificuldades para se tratar e manter a saúde mental.

A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) classificou o problema no abastecimento de "calamitoso" e cobrou explicação da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e de departamentos de controle e fiscalização de saúde. A situação é particularmente delicada porque o lítio ainda não pode ser substituído com eficiência em grande parte dos casos de transtorno bipolar, sobretudo aqueles em que as pulsões por suicídio são mais frequentes e intensas. Ele é a única medicação com evidência científica da redução do risco de suicídio, além de ser o melhor medicamento disponível para o tratamento dos quadros bipolares graves, com poucas alternativas farmacológicas de substituição


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